A Festa do Divino é uma celebração da religiosidade e do espírito festeiro do povo pirenopolino. Ela começa com os terços e pousos que percorrem a zona rural – assim como algumas áreas urbanas do município – durante quase todo o mês de maio, levando a Bandeira do Divino Espírito Santo e o conjunto de Coroa, Cetro e Bandeja, símbolos máximos da festa. A peregrinação é marcada pela fé dos cavaleiros e a generosidade dos que os recebem para o pouso. A cada nova casa, o sagrado e o profano se encontram. Aos terços, seguem-se a comida, as bebidas e a música, sempre alta e festiva.
Encerrados os cortejos e pousos, o epicentro da festa se desloca para a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário. É para lá que convergem a população e seus objetos rituais, encerrando a parte religiosa da festa.
A manifestação mais importante do calendário cultural de Pirenópolis abriga também outras manifestações da religiosidade brasileira que encontraram guarida no âmbito do Divino, entre elas as Pastorinhas (auto de natal originário região Nordeste) e a Congada (tradição de origem negra em louvação a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito).
A festa pode ser vista como um caleidoscópio. Músicas, orações, gastronomia, dramatizações e uma estética riquíssima se fundem em uma tradição que se mantém viva e renovada a cada ano pela luz do olhar de cada visitante, de cada festeiro. Por sua diversidade, a Festa do Divino de Pirenópolis tornou-se uma das expressões máximas da cultura popular brasileira.

